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Governo Federal quer recuperar 1.8 de Hc de áreas degradadas

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No entorno de Campo Grande existem pastagens degradadas, como esta área do Ribeirão das Botas - Foto: Gerson Oliveira Por: Walter Azzolini | 28/08/2023 18:01

O Governo Federal está se preparando para lançar um ambicioso programa de recuperação de áreas degradadas ainda neste segundo semestre. A iniciativa visa devolver a produtividade a até 1,8 milhão de hectares em propriedades rurais no estado de Mato Grosso do Sul. O Correio do Estado teve acesso a informações cruciais que estão em análise no Ministério da Agricultura, e a previsão é que cada produtor rural elegível receba um crédito de cerca de R$ 15 mil por hectare para reabilitar suas propriedades.

Esse programa se alinha a um dos pilares do Ministério da Agricultura durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa também está em sintonia com os compromissos ambientais do Brasil, que se compromete a aumentar a produção agropecuária sem prejudicar biomas intocados, como florestas e partes do Pantanal.

O deputado federal Vander Loubet (PT-MS), líder da bancada federal de Mato Grosso do Sul, teve acesso ao plano em desenvolvimento no Ministério da Agricultura e expressou otimismo quanto ao lançamento, previsto para o próximo mês. Ele observa que o programa é um passo necessário para ampliar a capacidade de produção dos produtores rurais, ao mesmo tempo que enfatiza a importância da preservação ambiental.

As fontes de financiamento para o programa virão através de crédito facilitado, com taxas de juros substancialmente inferiores às praticadas pelo mercado, incluindo as do Plano Safra.

Durante uma recente viagem à Ásia, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, buscou apoio de agências de cooperação de países como Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita para esse programa de recuperação de áreas degradadas no Brasil. Esses países se comprometeram a contribuir, seja financeiramente, seja com conhecimento técnico-científico.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estima que, no Brasil, mais de 40 milhões de hectares estão degradados, em grande parte devido ao uso de pastagens. Para contextualizar, o país tem cerca de 56 milhões de hectares de área agricultável.

Apesar da falta de detalhes sobre a operação exata do programa, o deputado Vander Loubet sugere que a linha de crédito disponibilizada pelo governo permitirá que os produtores rurais invistam na correção do solo, adquirindo adubos, fertilizantes, maquinários e mão de obra necessária. Uma taxa de juros de 7% ao ano e um limite de crédito de R$ 5 milhões por beneficiário estão sendo considerados, e o Banco do Brasil provavelmente operará o programa, pelo menos inicialmente.

Além da Embrapa, o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e suas federações afiliadas também desempenharão papéis essenciais no programa.

A previsão é que o programa seja lançado no próximo mês, e o deputado Vander Loubet já convidou o ministro Carlos Fávaro, do vizinho estado de Mato Grosso, para lançar o programa em Mato Grosso do Sul. Mesmo que o lançamento oficial não seja viável, o parlamentar confirmou que um evento para lançar o programa dentro do estado está nos planos do governo federal.




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