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Hoje é Segunda-feira, 06 de Abril de 2026.
A Justiça de Campo Grande decretou a prisão preventiva de um homem de 38 anos, acusado de roubar R$ 800 de uma farmácia. O suspeito, que tentou despistar a polícia raspando a cabeça, foi capturado pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar na última quarta-feira (2), poucas horas após o crime.
Durante o interrogatório na delegacia, o homem admitiu que faz uso diário de álcool e havia consumido drogas por cinco anos, embora tenha afirmado que abandonou o vício há dois meses. Ele também confessou que já foi preso anteriormente por furto e cumpriu pena. De acordo com o boletim de ocorrência, o acusado possui histórico de outros crimes, incluindo roubos e furtos em 2023 e 2024, além de uma passagem por violação de domicílio.
Na audiência de custódia, realizada na sexta-feira (4), a Justiça levou em consideração o uso de grave ameaça durante o roubo, já que o homem intimidou os funcionários da farmácia. Com base nos antecedentes criminais e no fato de o suspeito ser reincidente, o juiz determinou a prisão preventiva, e ele foi encaminhado ao presídio.
O roubo e a tentativa de fuga
O crime ocorreu quando o homem entrou na farmácia, ameaçou os funcionários e exigiu todo o dinheiro do caixa, levando cerca de R$ 800. Após o roubo, um motociclista, que preferiu não se identificar, seguiu o suspeito e informou à polícia sua localização, nas proximidades do estabelecimento.
Ao chegar à residência indicada, os moradores relataram que o homem havia fugido pelos muros em direção à Vila Nhanhá. Testemunhas informaram ainda que o suspeito entrou em uma barbearia na Rua Brigadeiro Tobias, onde, em estado de desespero, pediu que raspassem sua cabeça para evitar ser reconhecido.
Pouco tempo depois, o Batalhão de Choque localizou o homem deixando a vila, ainda usando as mesmas roupas do momento do crime. Ele tentou fugir novamente, mas foi contido e preso. O acusado confessou que usou o dinheiro roubado para quitar uma dívida em um ponto de venda de drogas. Ele afirmou também que, apesar de não estar armado no momento do assalto, fez menção de portar uma arma para intimidar as vítimas.
