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Hoje é Segunda-feira, 06 de Abril de 2026.
Um fazendeiro de Rio Negro foi autuado pela Polícia Militar Ambiental (PMA) com uma multa de mais de R$ 1 milhão por maus-tratos a bovinos, após os animais serem encontrados em situação crítica de fome e sede. O flagrante ocorreu durante a “Operação Padroeira”, na tarde do último sábado (12), em meio à forte seca que atinge a região.
A PMA realizou uma fiscalização de rotina em uma propriedade rural a 30 km do município, onde verificou que as condições para criação de gado eram inadequadas. Logo no primeiro dia de inspeção, os policiais percorreram cerca de 300 hectares de pastagem, constatando a degradação da área, sem pasto suficiente para a alimentação dos animais. Vários bovinos foram encontrados em estado de extrema magreza, além de seis carcaças e duas vacas debilitadas, deitadas no pasto, sem força para se levantar.
Durante a vistoria de dois mangueiros, a equipe identificou que um deles estava completamente sem água, com o bebedouro danificado, e sem qualquer tipo de alimentação nos cochos. No outro, havia água e sal boiadeiro, mas não ração ou qualquer outro alimento disponível.
O capataz da fazenda relatou aos policiais que, devido à seca, 24 bezerros recém-nascidos estavam sendo alimentados por sua esposa e filha, após a morte de algumas vacas logo após o parto. Ele também explicou que vinha suplementando a alimentação do rebanho com feno, mas o estoque havia acabado, e uma nova remessa estava sendo aguardada.
No segundo dia de fiscalização, o filho do proprietário da fazenda confirmou a dificuldade em adquirir feno devido ao aumento da demanda causado pela seca. Ele também destacou que o capataz era o único responsável por cuidar de aproximadamente 2.027 cabeças de gado, o que agravava ainda mais a situação.

A PMA reforçou que as condições encontradas configuram maus-tratos e que o proprietário será responsabilizado judicialmente pelos atos.
