Um homem de 18 anos e um adolescente de 14 foram identificados como responsáveis pela pichação em uma escola estadual em Rio Negro, que continha incitações a atos violentos, incluindo uma data específica para um suposto "massacre".
Na manhã de segunda-feira (21), a escola foi encontrada com pichações nas paredes de um banheiro e camisetas rasgadas, informando que na sexta-feira (25), às 8h25, ocorreria o ataque. As mensagens incluíam frases como “Corre que não tem volta” e “Vocês um dia humilharam a gente”.
Na véspera do evento mencionado, circulou um novo áudio que também incitava à violência e fazia alusão ao episódio, aumentando a tensão entre pais e alunos. A polícia, após diligências, conseguiu identificar os autores da pichação. No entanto, as buscas em suas residências não resultaram na apreensão de materiais ilícitos.
Quanto ao áudio ameaçador, um aluno de 17 anos se apresentou à delegacia, afirmando que havia enviado a mensagem como uma "brincadeira" em um grupo de amigos, mas que ela acabou se espalhando pela cidade. A polícia verificou que o áudio não tinha ligação com a pichação, apesar de sua gravidade.
O jovem de 18 anos responderá por incitação ao crime, crime ambiental por pichação e corrupção de menor. O adolescente será responsabilizado por ato infracional análogo.
O delegado Gabriel Cardoso alertou pais, professores e alunos para a importância de estarem atentos a sinais de risco e reportarem atividades suspeitas. “Incitar a violência, como veicular ameaças ou mensagens sobre tragédias, não é brincadeira, mas um crime grave que será tratado com rigor pela lei”, enfatizou.