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Hoje é Sábado, 04 de Abril de 2026.
A pesquisa mais recente do IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) revelou que, em 2024, o consumo de cigarros ilegais no Brasil atingiu o menor nível dos últimos 12 anos. O estudo, encomendado pelo FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegaldade), aponta que, atualmente, 32% dos cigarros consumidos no país são de origem contrabandeada, enquanto 68% provêm de marcas autorizadas. Essa queda nos números reflete um esforço contínuo das autoridades em combater o contrabando e a pirataria, especialmente em Mato Grosso do Sul, um dos principais estados de entrada desses produtos ilegais, com uma forte ligação com as fronteiras com o Paraguai e a Bolívia.
Desde 2013, quando a pesquisa começou a ser realizada, 2024 apresenta o índice mais baixo de consumo de cigarro ilegal. A redução do mercado de contrabando começou a ser notada após 2019, quando os produtos de origem ilegal chegaram a representar 57% do consumo no Brasil. O aumento das fiscalizações nas regiões de fronteira, como em MS, e os incentivos fiscais que reduziram o preço do cigarro legal ajudaram a mudar esse cenário.
Entretanto, uma mudança pode estar por vir. O Decreto 12.127, publicado no final de julho de 2024, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu um aumento significativo na alíquota do cigarro, passando de R$ 1,50 para R$ 2,25 por maço ou caixa. Além disso, o decreto determinou que o preço mínimo de um maço de cigarro seria elevado de R$ 5 para R$ 6,50, após quase uma década com o valor congelado.
Apreensões de Cigarros em MS
Apesar da queda no consumo de cigarros ilegais, as apreensões de contrabando continuam altas. No dia 31 de outubro, um comboio de 14 carretas, carregadas com seis milhões de maços de cigarro de origem paraguaia, foi interceptado em Mundo Novo, a 463 quilômetros de Campo Grande. A carga, avaliada em R$ 39 milhões, tinha como destino a cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. A apreensão fez parte da Operação Fronteira RFB, da Receita Federal, que visa combater o tráfico de mercadorias ilegais nas fronteiras com o Paraguai e a Argentina. Após a apreensão, os cigarros foram destruídos na alfândega.
Essa operação é apenas um exemplo do esforço das autoridades para combater o mercado ilegal de cigarros, um problema persistente nas fronteiras brasileiras. Apesar da redução no consumo, o contrabando continua sendo uma das principais ameaças à economia local e à segurança pública, especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, que seguem sendo rotas estratégicas para o tráfico de mercadorias ilícitas.
