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Hoje é Terça-feira, 31 de Março de 2026.
O julgamento sobre a morte de uma menina de 2 anos, ocorrido em janeiro de 2023, teve novos desdobramentos nesta quinta-feira (5). Durante os debates, a promotora responsável pelo caso apresentou aos jurados mensagens trocadas entre os acusados via WhatsApp, que detalham episódios de violência sofridos pela criança, motivados por comportamentos típicos da idade, como birras e dificuldades no processo de desfralde.
Entre as mensagens reveladas, consta o relato de uma surra dada com uma mamadeira porque a criança se recusava a dormir, além de outras agressões por fazer xixi nas roupas. "Quem é mãe, quem é pai, sabe como funciona a questão dos desfraldes. É um processo de aprendizado, com erros e ajustes, como todos nós passamos", destacou a promotora ao contextualizar as dificuldades relatadas.
Um dos acusados negou ter abusado ou agredido a menina, afirmando nunca ter trocado sua fralda ou dado banho, alegando receio de interpretações equivocadas. Segundo ele, sua única participação nesses cuidados era lavar o cabelo da criança e de outro menor, tarefas que justificou como apoio devido à incapacidade deles de realizarem sozinhos.
A promotoria também chamou atenção para um episódio em que a criança apresentava um ferimento na cabeça, conforme mensagens trocadas entre os acusados. Ainda assim, os réus seguem negando as acusações, incluindo a agressão que levou ao trauma raquimedular fatal identificado na criança. O julgamento continua, com os jurados analisando as provas e testemunhos apresentados.
