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Hoje é Terça-feira, 31 de Março de 2026.
No julgamento dos acusados pela morte de Sophia, de 2 anos, a advogada assistente de acusação reforçou que a única vítima do caso é a criança. Durante a réplica do júri popular, realizada nesta quinta-feira (5) no Fórum de Campo Grande, ela afirmou que os réus agiram de forma complementar no crime.
Segundo a advogada, a tentativa de desviar o foco para terceiros, como o pai da menina, não deve ser levada em consideração, já que os réus são os únicos responsáveis pelo crime. “Muito se falou sobre o pai, mas ele não está sendo julgado aqui. Quem está em julgamento são os acusados pela morte de Sophia. Não é sobre traição ou pensão, mas sobre o assassinato de uma criança de 2 anos e sete meses”, afirmou.
A defensora criticou ainda a justificativa de violência doméstica apresentada pela defesa, argumentando que nenhuma atitude foi tomada para proteger a criança. “Se há um histórico de agressão, como se permite que esse cenário envolva uma criança? Aqui não há vítimas entre os réus. Eles agiram juntos, reforçando o sofrimento da vítima”, destacou.
A falta de socorro à menina, no dia 26 de janeiro de 2023, também foi abordada. A advogada enfatizou que, mesmo com conhecimento básico de saúde, não houve qualquer esforço para salvar Sophia. “Como uma criança chega a uma unidade de saúde já sem vida e sem tentativa de socorro? Não é falta de conhecimento, é ausência de ação”, declarou.
Encerrando sua fala, a advogada fez um apelo ao júri. “Sophia merece justiça. Nada trará ela de volta, mas ela precisa ser ouvida pelo Estado. Foi silenciada durante sua vida e merece ser lembrada e protegida, ao menos agora.”
