|
Hoje é Terça-feira, 31 de Março de 2026.
Uma mulher de 34 anos recorreu à Polícia Civil após seu filho de 12 anos, que é autista, ser vítima de difamação em grupos de WhatsApp por colegas de escola. O caso ocorreu no interior de Mato Grosso do Sul e tem gerado impacto significativo na vida do adolescente, que não tem mais vontade de frequentar a escola.
A mãe registrou boletim de ocorrência em maio deste ano, alegando que o filho, estudante da 6ª série em uma escola onde ingressou por meio de bolsa de estudos, foi agredido fisicamente e moralmente. Um colega da turma, além de empurrões, compartilhou imagens e mensagens ofensivas nas redes sociais, incluindo frases como "Sou gay" e "Amo homens".
Mesmo após intervenção da direção escolar e a transferência do adolescente para outra turma, as injúrias continuaram. Sem resposta efetiva da instituição, a mãe registrou a denúncia por difamação e injúria qualificada pela condição de pessoa com deficiência.
"Ele não quer ir à escola, fala: 'mãe, eu não vou, estou com vergonha, não quero ir'", desabafou a mãe ao Jornal Midiamax. O nome da cidade foi preservado para garantir a proteção da vítima, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
