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Hoje é Segunda-feira, 30 de Março de 2026.
Por determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, a Polícia Federal prendeu na manhã de sábado o general Walter Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022. O general foi indiciado por seu envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022, que também envolveu o ex-presidente e outras 38 pessoas. O grupo foi acusado de crimes como a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, com penas que variam de 3 a 12 anos.
Braga Netto teve sua prisão preventiva decretada por Moraes, que argumentou que o general estaria prejudicando a produção de provas durante o processo penal, em especial tentando acessar informações sigilosas da delação de Mauro Cid, ex-assessor de Bolsonaro. A decisão de Moraes foi embasada por um trecho da própria delação de Cid, confirmando as tentativas de interferir na investigação.
A prisão gerou reações divididas. O ex-presidente Bolsonaro questionou, em um tweet, a legalidade da prisão de alguém já investigado por mais de 10 dias. Já o ex-vice-presidente Hamilton Mourão criticou a medida como um atropelo das normas legais. Por outro lado, membros do atual governo celebraram a prisão, como o ministro da Secom, Paulo Pimenta, e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que destacaram a importância da ação no combate à extrema-direita.
O general Braga Netto permanecerá no Comando Militar do Leste sob custódia do Exército. As prisões preventivas são reavaliadas a cada 90 dias, mas a decisão de Moraes pode se manter. Ele é o primeiro militar de quatro estrelas, o posto mais alto na carreira militar, a ser preso na história do Brasil. O Exército se manifestou afirmando que não se posiciona sobre processos conduzidos por outras instituições, mantendo a relação de respeito com o STF. (Informações The News)
