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Hoje é Sexta-feira, 27 de Março de 2026.
Após meses de investigação, as forças de segurança localizaram um cemitério clandestino nos fundos do bairro Téssele Junior, em Lucas do Rio Verde, onde foram encontrados 11 corpos e uma cabeça humana. A operação, que contou com o apoio da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, faz parte da “Operação Tolerância Zero,” uma iniciativa do Governo do Estado para combater o crime organizado em Mato Grosso.
O cemitério clandestino foi descoberto após a prisão de um suspeito durante um confronto armado. Informações obtidas nas investigações indicaram o local como um espaço utilizado por facções criminosas para execuções, funcionando como um “tribunal do crime.” A descoberta é resultado de meses de diligências relacionadas a desaparecimentos e homicídios sem solução registrados ao longo de 2024.

Neste sábado (11), foi identificada a primeira vítima: Wilner Alex de Oliveira Silva, de 30 anos, desaparecido há cerca de 20 dias. O corpo foi entregue à funerária Nossa Senhora de Fátima e será sepultado neste domingo (12), às 8h, no cemitério Jardim da Paz. Outros corpos encontrados foram encaminhados à Politec de Sorriso e Nova Mutum para exames de DNA, com o objetivo de identificação e liberação às famílias.
Segundo a investigação, o local era usado para punir membros de facções ou indivíduos que descumpriam regras impostas pelos criminosos. Entre os objetos encontrados estavam facas, cabos de telefone e cordas, além de evidências de tortura. A dinâmica incluía execuções transmitidas por videochamadas, como forma de intimidar rivais e manter o controle das facções.
O trabalho de identificação continua, com a coleta de material genético e investigação de possíveis conexões com desaparecimentos em cidades vizinhas. O delegado João Antônio destacou que as informações obtidas até o momento apontam para uma intensificação da guerra entre facções no estado. “Essa descoberta evidencia o impacto do crime organizado e reforça a importância da atuação integrada das forças de segurança,” afirmou. Com informações do Cenário MT.
