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Hoje é Terça-feira, 24 de Março de 2026.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu, nesta sexta-feira (21), o inquérito sobre as mortes de quatro pessoas de uma mesma família em Torres, no fim de 2024. A investigação apontou que Deise Moura dos Anjos, de 42 anos, adicionou arsênio a alimentos consumidos pela sogra, Zeli dos Anjos, que seria o principal alvo. Outros familiares também foram envenenados, três deles fatalmente.
Conforme a polícia, a suspeita forçava visitas à casa da sogra para inserir o veneno nos alimentos. O caso começou a ser investigado após a morte de três familiares em dezembro de 2024, depois de ingerirem um bolo contaminado. A quarta vítima, o sogro da suspeita, morreu em setembro do mesmo ano, também por envenenamento.
A perícia identificou doses letais de arsênio na farinha usada no preparo do bolo, além de registros no celular de Deise sobre pesquisas sobre a substância. Segundo a polícia, ela não tinha motivação financeira para os crimes, sendo a principal hipótese um quadro de "perturbação mental". A origem do arsênio ainda está sob investigação.
Presidente desde janeiro sob acusações de homicídio e tentativa de homicídio, Deise foi encontrada morta na cela da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba na última semana. Ela deixou uma carta à sogra, negando o crime e responsabilizando a família pelos conflitos vividos ao longo de 20 anos. Com sua morte, a legislação prevê a extinção da punibilidade.
