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Hoje é Terça-feira, 24 de Março de 2026.
Neste sábado (1º), a comunidade do bairro Aero Rancho, em Campo Grande, foi chocada com mais um caso de feminicídio. Giseli Cristina Olikowiski, de 32 anos, foi morta a pedradas na cabeça e queimada após uma discussão com seu ex-namorado, Jeferson, que confessou o crime e foi preso. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e se tornou o sexto feminicídio registrado no Mato Grosso do Sul este ano.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu após uma discussão entre o casal. Jeferson relatou à polícia que, durante a briga, Giseli teria dado três tapas em seu rosto, o que o enfureceu a ponto de cometer o assassinato. Ele confessou ter atingido a vítima com uma pedrada na cabeça e, em seguida, jogado o corpo em um poço, onde ateou fogo.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para retirar o corpo de Giseli do local. Enquanto isso, populares que testemunharam o crime contiveram e amarraram o autor, que foi entregue à polícia. Jeferson foi preso em flagrante e encaminhado para a Deam, onde aguarda as próximas etapas do processo legal.
Este não é o primeiro registro de violência envolvendo o casal. Em janeiro de 2024, Giseli havia registrado um boletim de ocorrência por violência doméstica contra Jeferson, que era seu ex-namorado na época. O caso evidencia a gravidade da violência contra a mulher e a necessidade de medidas eficazes para proteger vítimas de relacionamentos abusivos.
A morte de Giseli chocou familiares e amigos, que a descrevem como uma pessoa carinhosa e dedicada. A tragédia reforça a urgência de debates e ações para combater o feminicídio e a violência de gênero no Brasil.
Autoridades locais e organizações de defesa dos direitos das mulheres já se manifestaram sobre o caso, destacando a importância de denunciar agressões e buscar ajuda em situações de risco. Enquanto isso, a comunidade do Aero Rancho se une em luto pela perda de mais uma vida para a violência doméstica.
