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Feminicídios em MS: uma mulher foi morta a cada quatro dias no início de 2025

Entre fevereiro e março, seis mulheres foram assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros, destacando a crescente violência de gênero no estado.
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Protesto contra os feminicídios em Mato Grosso do Sul, reforçando a luta pelo fim da violência doméstica e pelo direito à vida das mulheres. (Foto: banco de imagens) Por: Editorial | 03/03/2025 14:50

Nos primeiros meses de 2025, Mato Grosso do Sul registrou um feminicídio a cada quatro dias. O primeiro caso ocorreu em 4 de fevereiro, e o mais recente foi registrado em 1º de março. Em um período de apenas 26 dias, seis mulheres foram assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros, reforçando a gravidade da violência de gênero no estado.

Casos registrados

Karina Corim (Caarapó) – 4 de fevereiro
Karina foi morta a tiros pelo ex-marido, Renan Dantas Valenzuela, que invadiu uma loja de celulares onde ela estava. O autor também matou uma amiga da vítima, colocou fogo no estabelecimento e tirou a própria vida.

Vanessa Ricarte (Campo Grande) – 12 de fevereiro
A jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, foi esfaqueada pelo ex-companheiro, o músico Caio Nascimento Pereira, após buscar proteção da polícia. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Juliana Domingues (Dourados) – 18 de fevereiro
Juliana, de 28 anos, foi assassinada a golpes de facão pelo marido, Wilson Garcia, na comunidade indígena Nhu Porã. O crime ocorreu na presença do filho do casal, e o autor foi preso em flagrante.

Miriele dos Santos (Água Clara) – 22 de fevereiro
Aos 26 anos, Miriele foi morta a tiros pelo ex-companheiro, Fausto Júnior Aparecido de Oliveira. O autor fugiu após o crime, mas foi capturado dias depois.

Emiliana Mendes (Juti) – 24 de fevereiro
A idosa de 65 anos foi estrangulada por Vanderson dos Santos Carneiro, que tentou simular uma morte natural. O suspeito foi preso caminhando pela BR-163.

Gisele Cristina Oliskowski (Campo Grande) – 1º de março
Gisele foi morta a pedradas pelo namorado, Jeferson Nunes Ramos, que escondeu o corpo em uma cova rasa no quintal da casa onde moravam. Ele foi contido por populares e preso em flagrante.

Onde buscar ajuda

Mulheres em situação de violência podem procurar a Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, que funciona 24 horas e abriga delegacia especializada, Ministério Público, Defensoria Pública e apoio psicológico. O contato pode ser feito pelo telefone 153.

Denúncias também podem ser feitas pelo Disque 180, que garante anonimato, ou pelo 190, em casos de emergência. No interior, Delegacias de Atendimento à Mulher estão disponíveis em diversas cidades, incluindo Naviraí, Dourados e Três Lagoas.

Para relatar falhas na atuação policial, a Corregedoria da Polícia Civil de MS pode ser contatada pelo telefone (67) 3314-1896, e o GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) atende pelos números (67) 3316-2836 e (67) 9321-3931.


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