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Hoje é Segunda-feira, 23 de Março de 2026.
Cuiabá, MT – Um acontecimento chocante de violência e crueldade abalou a capital mato-grossense nesta semana. Uma adolescente grávida de 16 anos, Emilly Azevedo Sena, foi atraída com a promessa de uma doação de roupas para o seu bebê e, em seguida, assassinada.
A principal suspeita do crime, uma mulher de 25 anos, que está presa, prestou depoimento à polícia com frieza e sem demonstrar arrependimento, detalhando minuciosamente as ações que culminaram na morte da jovem. O motivo do homicídio, segundo a acusada, foi o desejo de ficar com o bebê da vítima.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a acusada confessou ter cometido o crime contra Emilly Sena sozinha e inocentou o marido e outros dois homens que haviam sido presos anteriormente. A mulher, que teria sofrido dois abortos consecutivos, alegou que desejava a criança para si e planejou o crime com antecedência.
O marido, de 28 anos, foi detido ao tentar registrar o nascimento do bebê em um hospital e encaminhado à delegacia para prestar depoimento. Ele foi liberado, mas a polícia continua investigando se houve sua participação no caso. Segundo informações, ele teria sido informado pela esposa sobre o suposto nascimento da criança e compareceu à unidade de saúde para realizar o registro.
A defesa da acusada afirmou que ela perdeu o bebê que esperava em outubro do ano passado, mas não informou a família sobre o ocorrido. Mesmo assim, continuou simulando a gravidez e participando de grupos de mães e gestantes, mantendo a aparência de que ainda estava grávida. A adolescente, que foi atraída com a promessa de receber roupas para o bebê, foi morta por asfixia, utilizando cabos de internet e um saco plástico. Seu corpo foi encontrado enterrado no quintal de uma casa em Cuiabá.
A polícia investiga se a suspeita planejou o crime com antecedência e se havia contato prévio com a vítima. A acusada será encaminhada para audiência de custódia e deve responder por homicídio triplamente qualificado, considerando os agravantes de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O caso chocou a região e levantou debates sobre a violência contra jovens e a vulnerabilidade de gestantes em situações de risco.
Enquanto a polícia continua investigando o caso para esclarecer todos os detalhes e possíveis envolvidos, a comunidade local se mobiliza em apoio à família da adolescente, cobrando justiça e medidas para prevenir crimes semelhantes. A tragédia serve como um alerta para a necessidade de maior proteção e atenção a jovens em situação de vulnerabilidade, especialmente em casos que envolvem gestantes. Com informaçoes CenarioMT.
