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Hoje é Sexta-feira, 20 de Março de 2026.
Um homem de 21 anos confessou ter matado a companheira, Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e a filha do casal, Sophie Eugênia Borges, de 10 meses, em Campo Grande. O crime ocorreu na segunda-feira (26), dentro da casa onde a família morava, no bairro Indubrasil. Após o assassinato, ele colocou os corpos no carro, levou-os até uma área de mata e os incendiou. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
No depoimento prestado ao delegado Rodolfo Daltro, o homem narrou detalhes do relacionamento com Vanessa, desde que se conheceram por um aplicativo de relacionamento. Após dois meses de conversa, passaram a viver juntos, e logo ela engravidou. Segundo ele, a relação teve conflitos desde o início, e após o nascimento de Sophie, a situação se intensificou.

Foto: Rede Social.
O autor relatou que, com o passar dos meses, começou a enfrentar pressões financeiras e desentendimentos constantes com a companheira. Ele afirmou que Vanessa cogitava a separação e que havia disputa em torno da guarda da filha. Em uma das discussões, ela teria dito que impediria qualquer tentativa dele de ficar com a criança.
No dia do crime, ele contou que saiu para o trabalho e retornou por volta das 15h30 para almoçar. Vanessa havia pedido que comprasse leite e cotonetes para a filha, o que ele esqueceu de fazer. Ao chegar em casa, foi cobrado por ela, e os dois iniciaram uma discussão. Segundo o depoimento, ainda no quarto do casal, ele a imobilizou com um mata-leão, com a intenção de fazê-la desmaiar. Em seguida, afirmou que tentou se afastar, mas foi agredido com um tapa no rosto. Após isso, a enforcou até a morte.
A filha do casal estava no mesmo cômodo, brincando na cama. O homem então afirmou que a segurou e a estrangulou. Disse que agiu de forma consciente, mas sem controle sobre as próprias ações. Segundo ele, a bebê morreu antes mesmo de chorar.
Depois das mortes, colocou os corpos no banheiro da residência e retornou ao trabalho. No local, afirmou que se sentiu mal, pediu para sair e foi até uma unidade de pronto atendimento. Em seguida, voltou à empresa, tomou água e foi embora.
Às 19h20, relatou que passou por um posto, comprou 13 litros de gasolina, voltou para casa e colocou os corpos no porta-malas do carro. Posicionou primeiro a criança, e depois a mãe, em uma posição em que parecia estar abraçando a filha. Levou os dois até uma área de mata no Indubrasil. Lá, caminhou cerca de cinco metros carregando Vanessa no colo e, em seguida, colocou a bebê sobre o peito dela.
Cobriu os corpos com cobertores, jogou a gasolina, buscou papel e um isqueiro no carro e ateou fogo. Após incendiar o local, voltou para casa e dormiu.
No dia seguinte, foi até a delegacia registrar um boletim de ocorrência alegando que Vanessa havia desaparecido após sair com amigas. Segundo o delegado, ele chegou a enviar mensagens para a mãe e irmã de Vanessa, simulando preocupação, e para sua própria irmã.
Ao ser questionado sobre por que registrou o boletim mesmo depois de ter ocultado os corpos, respondeu que não sabia que as vítimas já haviam sido encontradas. Afirmou que planejava dizer que a companheira saiu de casa após o almoço e não retornou, e que ele teria ficado acordado até tarde esperando por ela.

Foto: Divulgação.
O homem também contou que um colega de trabalho chegou a se oferecer para ajudá-lo, mas ele não respondeu às mensagens nem às ligações. Em vez disso, decidiu cometer todos os atos sozinho. O depoimento, de aproximadamente 36 minutos, foi interrompido por um dos investigadores devido à maneira com que os fatos foram narrados.
O suspeito está preso e deve responder por homicídio qualificado, feminicídio e ocultação de cadáver. A polícia segue com as investigações. Com informações: CampoGrandeNews.
