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Três meses após assassinato em Icaraíma, viúvas retornam em busca de respostas

Familiares refazem últimos passos das vítimas, cobram andamento das investigações.
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Durante sua estada, a viúva de uma das vítimas conversou com a imprensa; a emoção marcou o retorno à cidade, três meses após o crime. Foto: Reprodução Por: Editorial | 06/11/2025 10:38

Três meses após o assassinato de quatro homens em Icaraíma, no Noroeste do Paraná, duas viúvas das vítimas retornaram à cidade nesta quarta-feira (5) para refazer os últimos passos de seus maridos, em uma jornada marcada por dor, incertezas e pela busca por respostas.

A visita marca a primeira vez de Fabricia Affonso, viúva de Diego Henrique Affonso (39), ao município desde o crime. Muito emocionada, ela esteve na panificadora onde o grupo teria feito a última parada antes de seguir viagem, no dia em que desapareceu, segundo o relato da própria viúva.

“É a primeira vez que eu venho aqui, e não é fácil. Além de ser longe, é muito dolorido vir e não ter nenhuma resposta. Três meses se passaram e não temos nada. Foram quatro vidas”, desabafou.

Também presente, outra viúva — que já esteve em Icaraíma seis vezes — viajou mais de 700 quilômetros, desde São José do Rio Preto (SP), para acompanhar pessoalmente as diligências.

“Se a gente não vier, nada acontece. Queremos respostas”, afirmou.

Durante a visita, os familiares passaram por uma propriedade rural mencionada no inquérito como um dos últimos locais onde o grupo teria estado antes do desaparecimento.

Defesa solicita acesso ao inquérito

A advogada Josiane Monteiro, que representa as famílias, reforçou a necessidade de acesso ao inquérito e à possibilidade de liberação de um laudo preliminar da perícia.

“As famílias esperam transparência. Um laudo preliminar já seria possível e necessário”, destacou.

O delegado Thiago Andrade, responsável pelo caso, não concedeu entrevista formal, mas confirmou à reportagem que as investigações contam com o apoio de três delegados, incluindo um da Força Nacional de Segurança.

Ele classificou o trabalho como “complexo e minucioso” e afirmou ser compreensível a cobrança das famílias, mas ressaltou que o volume de dados é extenso e segue sob análise de peritos especializados.

A Polícia Civil do Paraná informou que não há prazo definido para a conclusão do inquérito, devido à complexidade do caso e à quantidade de materiais que ainda passam por perícia.

Entenda o caso

As investigações apontam que o caso envolve a negociação de um sítio de cinco alqueires, no distrito de Vila Rica do Ivaí, avaliado em R$ 750 mil. Há registros de um acordo inicial e, posteriormente, um distrato relacionado ao valor de R$ 255 mil, circunstâncias que seguem sendo apuradas pela polícia.

No dia 5 de agosto, quando o grupo desapareceu, equipes policiais encontraram cápsulas de cinco calibres diferentes, além de marcas de disparos em uma área rural do município.

Os corpos foram localizados 45 dias depois, entre a noite de 18 e a madrugada de 19 de setembro, também na zona rural de Icaraíma, em uma operação com suporte logístico. A remoção e a perícia foram conduzidas pela Polícia Científica. Com informaçãos OBemdito




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