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Hoje é Quinta-feira, 05 de Março de 2026.
Uma ocorrência de maus-tratos a animais provocou revolta na população do bairro Cordeiros, em Itajaí, na noite de quinta-feira (12). Um cachorro foi encontrado morto após, segundo relatos de moradores, ter sido agredido por quatro adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos. Testemunhas afirmam que o animal foi arremessado em um rio nas proximidades e, posteriormente, lançado do alto de um prédio abandonado, em um ato de crueldade que chocou a comunidade local.
A denúncia foi recebida pela Central da cidade às 18h11, que acionou a Guarda Municipal de Itajaí, por meio da equipe da Guarda Ambiental, para averiguar os fatos na Rua Domingos Braz Sedrez. Ao chegar ao local, por volta das 18h30, a guarnição encontrou uma viatura da Polícia Militar de Santa Catarina já prestando atendimento. O animal já estava em óbito.
De acordo com moradores, os adolescentes teriam iniciado as agressões tentando afogar o cão no rio. Em seguida, eles o levaram até um prédio abandonado e o lançaram do alto da edificação, resultando em múltiplas lesões.
A Polícia Militar identificou a residência dos envolvidos e, após diligências, conseguiu apreender três dos adolescentes apontados na denúncia. Eles foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais, que incluem registro da ocorrência e depoimentos. A Guarda Ambiental recolheu o corpo do animal e o encaminhou à Delegacia de Polícia, enquanto a Polícia Científica realizou perícia para avaliar as causas da morte e registrar evidências de maus-tratos.
Uma médica veterinária do Instituto Itajaí Sustentável, que acompanhou a ocorrência, fez análise preliminar das condições do cachorro. Segundo seu laudo inicial, o animal apresentava escoriações na região da boca, queixo e palato, além de sangramentos compatíveis com quedas de altura, confirmando indícios de agressão física severa.
O caso permanece sob investigação. A autoridade policial responsável deve apurar detalhadamente as circunstâncias do crime, determinar a participação exata de cada adolescente e decidir sobre medidas socioeducativas cabíveis. A ação gerou grande comoção entre moradores, que relatam indignação frente à repetição de casos semelhantes, apontando a necessidade de conscientização sobre maus-tratos a animais e aplicação rigorosa da lei. Com informações: Jornal Razão
