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Hoje é Quinta-feira, 05 de Março de 2026.
O mau hálito em cães e gatos, apesar de comum na rotina de muitos tutores, não deve ser considerado normal. De acordo com o médico-veterinário Fernando Henrique Souza, a halitose costuma ser o primeiro sinal de problemas na saúde bucal dos animais, especialmente relacionados ao acúmulo de placa bacteriana e tártaro.
Segundo o especialista, o processo começa com restos de alimento que permanecem nos dentes e formam a placa bacteriana. Com o tempo, essa placa se mineraliza e se transforma em tártaro, caracterizado por uma crosta amarelada ou amarronzada que se fixa principalmente próximo à gengiva.
Esse ambiente favorece a proliferação de bactérias responsáveis pelo odor desagradável e por inflamações gengivais. O veterinário explica que, na maioria dos casos, o mau hálito está associado à doença periodontal, condição progressiva que pode provocar dor, infecção e perda dentária.
Além do odor forte, os tutores devem observar sinais como gengivas avermelhadas ou inchadas, sangramento, dificuldade para mastigar, salivação excessiva, recusa de alimentos mais duros e alterações comportamentais, como irritação ou apatia. Em estágios mais avançados, a infecção pode atingir estruturas profundas da cavidade oral.
O alerta vai além da saúde bucal. O especialista destaca que bactérias presentes na boca podem alcançar a corrente sanguínea e comprometer órgãos vitais como coração, rins e fígado. Alterações no odor da boca também podem indicar doenças sistêmicas, como problemas renais, diabetes ou distúrbios hepáticos, exigindo avaliação clínica completa.
A prevenção é considerada simples e deve fazer parte da rotina. A escovação regular com escova e creme dental específicos para pets é apontada como a medida mais eficaz contra o acúmulo de placa bacteriana. O ideal é que o hábito seja introduzido desde filhote, de maneira gradual e associada a experiências positivas.
Também existem no mercado petiscos funcionais, brinquedos mastigáveis e rações formuladas para auxiliar na redução da placa. No entanto, mesmo com cuidados domiciliares, a avaliação periódica com médico-veterinário é fundamental.
Quando o tártaro já está instalado, pode ser necessária a limpeza dentária profissional, realizada com anestesia e equipamentos adequados para remover o acúmulo de forma segura e sem causar dor ao animal.
O especialista reforça que ignorar o mau hálito pode resultar em dor intensa, infecções, perda de dentes e complicações sistêmicas. Ao notar qualquer alteração, a recomendação é buscar atendimento veterinário. A saúde bucal, segundo ele, está diretamente ligada à qualidade de vida do pet. Com informações: Campo Grande News
