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Hoje é Quinta-feira, 05 de Março de 2026.
O Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Três Lagoas, inaugurado em dezembro de 2025, se consolidou como referência regional no atendimento de animais silvestres. Um dos primeiros casos atendidos foi um tamanduá-bandeira atropelado, que chegou à unidade em estado grave. Com acompanhamento veterinário e tratamento contínuo, o animal foi reabilitado e devolvido à natureza, evidenciando a eficácia do trabalho desenvolvido pelo CETAS.
(Foto: Divulgação/Imasul)
Segundo André Borges, diretor-presidente do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a recuperação do tamanduá reforça a importância da unidade para a proteção da fauna local. Desde a abertura, o CETAS realizou 137 atendimentos, incluindo 114 aves, 21 répteis e dois mamíferos, demonstrando a grande demanda regional e a relevância estratégica do centro para agilizar respostas às ocorrências e aumentar as chances de reabilitação dos animais.
Rafael Alex Barbosa, fiscal ambiental e chefe da Unidade Regional do Imasul em Três Lagoas, ressaltou que a unidade permite respostas mais rápidas e aumenta significativamente a efetividade do resgate e reintrodução dos animais. Além disso, a integração com o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande, possibilita que apenas casos de maior complexidade sejam encaminhados à capital, garantindo melhor organização e eficiência nos atendimentos.
(Foto: Divulgação/Imasul)
O CETAS de Três Lagoas conta com infraestrutura projetada para manejo e permanência temporária de animais, seguindo padrões de segurança sanitária e bem-estar animal. O investimento total na unidade é de aproximadamente R$ 1,7 milhão, viabilizado por empresas parceiras da região, como Suzano, Eldorado, Cargill, Curtume Três Lagoas, Omya do Brasil, International Paper, Nouryon, Sitrel, Proactiva, White Martins e Arauco, além do fornecimento de equipamentos, mobiliário e veículo pelo Imasul.
A unidade atende emergências, realiza triagem e garante a permanência temporária dos animais até a soltura em ambiente natural ou encaminhamento ao CRAS, fortalecendo políticas ambientais e contribuindo para a preservação da fauna em Mato Grosso do Sul. Com informações: Agência MS GOV
