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Hoje é Quinta-feira, 05 de Março de 2026.
A taxa de desemprego no Brasil situou-se em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
O resultado manteve-se inalterado em relação ao trimestre anterior, que também registrou 5,4%, e representa uma redução de 1,1 ponto percentual na comparação anual, quando a taxa era de 6,5%. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, este é o menor nível da série histórica para trimestres encerrados em janeiro e indica estabilidade em relação ao trimestre anterior.
A especialista destaca, no entanto, que há uma tendência de queda no desemprego. Ela ressalta que, tradicionalmente, a taxa tende a aumentar no início do ano, mas o resultado atual ainda reflete os efeitos dos meses de novembro e dezembro, períodos geralmente mais favoráveis ao mercado de trabalho.
Entre os principais indicadores da pesquisa, destacam-se:
Taxa de desocupação: 5,4%
Taxa de subutilização: 13,8%
População desocupada: 5,9 milhões
População ocupada: 102,7 milhões
População fora da força de trabalho: 66,3 milhões
População desalentada: 2,7 milhões
Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões
Empregados sem carteira assinada: 13,4 milhões
Trabalhadores por conta própria: 26,2 milhões
Trabalhadores informais: 38,5 milhões
A população desocupada manteve-se em 5,9 milhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas caiu 17,1% frente ao mesmo período do ano passado, o que corresponde a 1,2 milhão de pessoas a menos sem trabalho. A população ocupada chegou a 102,7 milhões, praticamente estável frente ao trimestre anterior, mas cresceu 1,7% em relação ao ano anterior, com 1,7 milhão de novas entradas no mercado de trabalho.
O nível de ocupação, que mede a proporção da população em idade de trabalhar que está empregada, ficou em 58,7%, estável em relação ao trimestre anterior e 0,5 ponto percentual superior ao registrado em janeiro de 2025. A população subocupada por insuficiência de horas somou 4,5 milhões, mantendo-se estável frente às comparações trimestral e anual.
A população fora da força de trabalho atingiu 66,3 milhões, enquanto a população desalentada, que inclui pessoas disponíveis para trabalhar mas que não procuraram emprego, totalizou 2,7 milhões, representando queda de 15,2% na comparação anual. A taxa de desalento ficou em 2,4%, estável no trimestre e 0,4 ponto percentual menor que no ano anterior.
No mercado formal, os empregados com carteira assinada chegaram a 39,4 milhões, com crescimento anual de 2,1% (aproximadamente 800 mil vagas a mais). Já os trabalhadores sem carteira somaram 13,4 milhões, enquanto os trabalhadores por conta própria alcançaram 26,2 milhões, aumento de 3,7% no ano. Trabalhadores domésticos totalizaram 5,5 milhões, apresentando redução anual de 4,5%. A taxa de informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores.
O rendimento real médio de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.652, com alta de 2,8% no trimestre e 5,4% na comparação anual. A massa de rendimento real habitual totalizou R$ 370,3 bilhões, aumento de 2,9% em relação ao trimestre anterior e 7,3% frente ao mesmo período do ano passado.
A força de trabalho brasileira, que inclui ocupados e pessoas em busca de emprego, somou 108,5 milhões de pessoas, estável em relação ao trimestre anterior e aumento de 0,4% em comparação anual.
A análise setorial revela crescimento no número de ocupados em informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+2,8% frente ao trimestre anterior; +4,4% anual), e em outros serviços (+3,5% trimestral). Por outro lado, a indústria geral apresentou redução de 2,3% em relação ao trimestre anterior, enquanto o setor público e serviços domésticos tiveram variações menores em comparação anual. Com informações: g1
