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Hoje é Quinta-feira, 05 de Março de 2026.
Os Estados Unidos declararam nesta quarta-feira (4) que planejam utilizar bombas gravitacionais de precisão em futuros ataques ao Irã. O armamento, segundo especialistas, combina simplicidade histórica com tecnologia moderna para atingir alvos estratégicos.
De acordo com o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, o país possui um “estoque ilimitado” de bombas de gravidade e pretende empregá-las em breve.
As bombas de gravidade são lançadas de aviões bombardeiros e dependem da força da gravidade e da velocidade da aeronave para alcançar o alvo. Esse tipo de arma é geralmente utilizado contra pontos estratégicos, como veículos, depósitos de armamento, edifícios de comando e controle, bunkers e instalações subterrâneas.
Segundo Vitelio Brustolin, professor de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense, “as bombas de gravidade são as mais simples, lançadas de aviões. Atualmente, muitas também possuem capacidade de penetração, com mecanismos de detonação retardada para explodir dentro do alvo”. Apesar de simples, a tecnologia evoluiu para permitir alta precisão, incluindo sistemas de orientação por laser, GPS ou controle remoto.
O uso desse armamento requer supremacia aérea, ou seja, a capacidade de sobrevoar território inimigo sem ser ameaçado por sistemas de defesa antiaérea. A segurança do voo é essencial para que a bomba atinja o alvo com eficácia, já que seu mecanismo de disparo permanece o mesmo desde sua criação: o lançamento pelo avião.
Historicamente, bombas de gravidade foram empregadas nos ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. Modelos modernos, como a MOP GBU-57 A/B, têm sido utilizados em ataques contra instalações nucleares no Irã, demonstrando a combinação de simplicidade operacional e tecnologias de precisão.
Nos últimos dias, os Estados Unidos indicaram que os ataques iranianos diminuíram, com quedas de 86% nos disparos de mísseis balísticos desde o início do conflito e redução de 73% nos ataques com drones de uso único. Segundo o general Dan Caine, o objetivo das ações é neutralizar sistemas de mísseis que possam ameaçar tropas e aliados americanos na região. Com informações: g1
