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Hoje é Quinta-feira, 05 de Março de 2026.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga possíveis fraudes em benefícios previdenciários recebeu extratos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os documentos apontam que ele realizou 1.531 movimentações financeiras entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, somando aproximadamente R$ 19,5 milhões em transações no período.
De acordo com os dados analisados pela comissão, o total engloba entradas e saídas de recursos, além de transferências entre contas do próprio investigado. No período avaliado, foram registrados R$ 9,77 milhões em créditos e R$ 9,75 milhões em débitos.
Os extratos mostram que a maior parte dos valores creditados tem origem em resgates de fundos de investimento, que somaram cerca de R$ 4,4 milhões. Também foram identificadas transferências entre contas do próprio titular, no valor aproximado de R$ 735 mil.
Entre as movimentações registradas, constam três transferências realizadas pelo presidente da República ao filho, totalizando cerca de R$ 721 mil. Os registros indicam operações feitas em julho de 2022 e dezembro de 2023.
Empresas das quais Lulinha é sócio com a esposa, Renata de Abreu Moreira, também aparecem entre as fontes de recursos. Segundo os documentos, repasses provenientes das empresas LLF Tech Participações e G4 Entretenimento ultrapassam R$ 3,2 milhões no período analisado. Outras entradas, estimadas em cerca de R$ 1,2 milhão, estão relacionadas a produtos bancários como consórcios, previdência privada, seguros e transações diversas.
No campo das despesas, uma parcela significativa das saídas corresponde a transferências para outras contas do próprio Lulinha, que somam aproximadamente R$ 4,6 milhões. Também foram identificados repasses a ex-sócios, entre eles Jonas Leite Suassuna Filho e Kalil Bittar, além de pagamentos de boletos e transferências de menor valor para pessoas físicas.
A análise dos extratos ocorre no âmbito das investigações conduzidas pela CPMI, instalada para apurar possíveis irregularidades em benefícios do sistema previdenciário e eventuais conexões com agentes públicos e privados. O nome de Lulinha passou a ser mencionado após a apreensão de mensagens durante investigações policiais que levantaram questionamentos de parlamentares da oposição.
Em nota, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que as movimentações financeiras são legais e devidamente declaradas aos órgãos fiscais. Os advogados também sustentam que não há qualquer elemento que vincule o investigado às suspeitas de fraudes no sistema previdenciário, destacando que os recursos citados incluem rendimentos financeiros, atividades empresariais e valores provenientes de herança. Com informações: g1
